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Menos visitas, mais pesquisa: como as famílias estão escolhendo escolas em 2026

  • 2 de jun.
  • 3 min de leitura

Este artigo foi oferecido pela SchoolAdvisor: Um marketplace de escolas, que oferece soluções para conectar famílias a instituições de ensino; e apoia escolas na divulgação e captação de mais alunos.


A escolha de uma escola sempre foi uma das decisões mais importantes para as famílias. No entanto, os dados mais recentes mostram que essa jornada está passando por uma transformação significativa. As famílias continuam dedicando tempo à decisão, mas a forma como utilizam esse tempo mudou.


Dados do Painel Anual SchoolAdvisor “Escolha, Recomendação e Permanência Escolar”, que ouviu aproximadamente 3 mil famílias com filhos matriculados em escolas particulares, revelam um cenário claro: a decisão está se tornando mais estratégica, mais informada e cada vez mais influenciada pelo ambiente digital.


Em 2026, 55% das famílias afirmaram ter levado seis meses ou mais para escolher uma escola. Em 2024, esse percentual era de 40%, e em 2025 havia chegado a 54%. O crescimento consistente demonstra que a decisão está longe de ser impulsiva. Pelo contrário: trata-se de uma escolha cada vez mais planejada e criteriosa.


Ao mesmo tempo, outro dado chama atenção. Apesar de dedicarem mais tempo à busca, as famílias estão visitando menos escolas presencialmente. O percentual de pessoas que visitaram mais de quatro instituições caiu de 51% em 2025 para 41% em 2026. Hoje, a maioria das famílias visita até três escolas antes de tomar sua decisão final.



À primeira vista, esses dois movimentos podem parecer contraditórios. Se as famílias estão levando mais tempo para decidir, por que visitam menos escolas?


A resposta está na forma como a jornada de escolha evoluiu.

Antes mesmo de agendar uma visita, os pais estão pesquisando, comparando e eliminando opções. Sites, redes sociais, avaliações de outras famílias, conteúdos produzidos pelas escolas e recomendações de conhecidos passaram a desempenhar um papel decisivo nas etapas iniciais da busca.


Em outras palavras, o aumento do tempo de decisão não está sendo utilizado para conhecer mais escolas fisicamente, mas para realizar um processo de triagem mais aprofundado. Quando a visita acontece, ela tende a ser uma etapa de validação de uma escolha que já foi fortemente construída no ambiente digital.



Esse comportamento torna o processo mais eficiente para as famílias, mas também cria novos desafios para as escolas.


Se no passado uma instituição poderia ser descoberta durante a fase de visitas ou entrar na lista de consideração em um estágio mais avançado da jornada, hoje essa oportunidade é cada vez menor. Muitas escolas sequer chegam a ser avaliadas presencialmente porque foram descartadas antes, durante as pesquisas online.

Isso significa que a disputa pela atenção das famílias acontece muito antes do primeiro contato.


A presença digital deixa de ser apenas uma ferramenta de divulgação e passa a ser um componente estratégico da captação de alunos. Não basta existir online; é preciso ser encontrada, transmitir confiança e gerar relevância ao longo de toda a jornada de pesquisa.


Nesse contexto, escolas que mantêm uma comunicação consistente possuem uma vantagem competitiva importante. Publicações frequentes nas redes sociais, conteúdos que expliquem a proposta pedagógica, depoimentos de famílias, informações claras sobre diferenciais acadêmicos e experiências do cotidiano escolar ajudam a construir familiaridade e credibilidade ao longo do tempo.


Outro aspecto relevante é que a jornada de seis meses ou mais exige presença contínua. Muitas famílias iniciam a busca meses antes do período oficial de matrículas. Se a escola aparece apenas em campanhas pontuais ou concentra sua comunicação em períodos específicos do ano, corre o risco de não ser considerada quando a família estiver formando sua lista inicial de opções.


A lógica da captação passa, portanto, por estar presente durante toda a jornada de decisão. Cada interação digital contribui para a construção de confiança e aumenta a probabilidade de que a escola seja incluída entre as poucas instituições que serão efetivamente visitadas.


Os dados do Painel Anual SchoolAdvisor indicam que o desafio das escolas não é apenas convencer durante a visita. É garantir que a visita aconteça.

Em um cenário onde as famílias visitam menos instituições e chegam mais preparadas ao contato presencial, estar entre as primeiras opções consideradas tornou-se mais importante do que nunca. E essa presença começa muito antes do portão da escola: ela começa na tela do celular, nas recomendações de outras famílias e na consistência da reputação construída ao longo do tempo.


Saiba como a SchoolAdvisor pode ajudar entrando em contato com contato@schooladvisor.com.br.


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